Ciclone vira van e caminhão em cidade da Grande Florianópolis: ‘Parecia um furacão’, diz moradora

Governador Celso Ramos está sem energia elétrica desde a tarde de terça-feira (30). Casas foram destelhadas, prédios públicos foram atingidos, e barcos afundaram.
Por Douglas Marcio, NSC TV e G1 SC

A cidade de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, foi uma das mais atingidas no estado pelo fenômeno climático conhecido como ‘ciclone bomba’ ocorrido na terça-feira (30). Há pelo menos oito pessoas feridas e, pelas contas da prefeitura, 80% do município foram atingidos. Não há energia elétrica, internet e telefone há quase 24 horas. A administração local decretou situação de calamidade pública nesta quarta-feira (1º).

“O vento veio girando desde o momento que ele começou, veio aquela nuvem escura. E pela nuvem já dava para ver que ele vinha girando pra cá. E quando chegou aqui ele começou a pegar as coisas por baixo e levantar. Tinha chuva também”, relatou o aposentado Antônio Carlos Moraes Alves.

Prédios públicos como escolas, posto de saúde, Câmara de Vereadores foram atingidos de alguma forma. Em um dos pontos da cidade, a ventania quebrou os vidros de todos os carros e tombou uma van que é usada para transportar pacientes. “Quando a gente viu não deu tempo de mais nada, foi muito rápido. Meu esposo estava fazendo o galpão também e quase não deu tempo de ele descer do galpão. Foi uma coisa muito rápida”, disse a comerciante Denise Calsolari da Silva.

Além disso, casas foram destelhadas nos 13 bairros do município, sendo Calheiros e Canto dos Ganchos os mais afetados. Houve também quedas de árvores e de postes. A cobertura de um posto de combustíveis foi retorcida e a de um ginásio de esportes foi arrancada. Dezenas de barcos afundaram e um caminhão tombou com a força do vento. “Um vento, uma coisa, parecia um furacão”, disse a aposentada Maria Bernadete Baldança, que afirmou que só tinha visto coisa parecida pela televisão.

“Estou descendo agora para tentar alugar geradores, tentar buscar de alguma forma uma empresa que tenha geradores pra de alguma forma a gente abastecer o Paço Municipal, para botar energia nas unidades de saúde, a gente vai tentar fazer com que as unidades da saúde da Fazenda da Armação, Palmas e a Central se restabeleça energia o mais rápido possível”, disse o prefeito Juliano Duarte Campos. Os moradores ainda tentam entender o que aconteceu. “Foi questão de cinco minutos. Passou e devastou, rodeou o vento. Foi sem explicação. Veio destruindo, tudo, tudo”, disse a dona de casa Roberta da Costa. No estado, nove pessoas morreram e ao menos 100 municípios foram atingidos pelos ventos que chegaram a passar dos 100 km/h em algumas regiões, segundo levantamento da Defesa Civil.

g1.globo.com/sc/santa-catarina/

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