Entenda como a quarentena matou mais de 300 pessoas que não tinham o coronavírus

A pandemia do novo coronavírus já tirou a vida de milhares de pessoas diretamente e inúmeras outras indiretamente. No 62º dia do lockdown imposto na Índia, uma cena chocou quem passava e viu um menino que, sem entender que sua mãe estava morta, tentava acordá-la. Ela estava deitada em uma plataforma de trem na estação de Muzaffarpur, no Estado de Bihar, no leste do país.

A mulher, identificada como Arbina Khatoon, era uma trabalhadora de 23 anos na cidade de Ahmedabad. Ela, seus dois e alguns parentes filhos viajavam de trem em direção a sua cidade natal, Bihar. Um percurso de 1,8 mil quilômetros.

“Ela morreu de forma repentina no trem”, disse seu cunhado Wazir à BBC Hindi, a BBC da Índia. A família só teria realizado uma única refeição desde o começo da viagem e alguns biscoitos e batatinhas. “A água era quente demais para se beber”, disse ele.

De acordo com informações da imprensa local, ela veio a falecer por complicações provenientes de fome e desidratação, assim como muitos trabalhadores migrantes também faleceram durante o lockdown.

Arbina é mais uma entre os mais de 300 migrantes que vieram a falecer desde a decretação do lockdown na Índia, no dia 25 de março. A maioria das vítimas tentava retornar para suas cidades de origem após perderem seus empregos do dia para a noite.

Outros 16 trabalhadores no Estado de Maharashtra tiveram o mesmo destino. Após 36 quilômetros caminhando, pegaram no sono em trilhos de trem e foram todos atropelados. De acordo com a imprensa, eles teriam imaginado que os trens não estariam circulando devido ao lockdown.

Fonte: plantaoaovivo

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