Caso Marielle: viúva faz recurso, envolve Bolsonaro e quer PF longe das apurações

Caso Marielle: viúva faz recurso, envolve Bolsonaro e quer PF longe das apurações

A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) em 2018 segue sem solução. Nesta terça-feira (26), Monica Benício, viúva de Marielle, concedeu entrevista ao canal Globo News e criticou a federalização do caso. Além de Marielle, o motorista dela, Anderson Gomes, também foi morto durante emboscada ocorrida na cidade do Rio de Janeiro. Nesta quarta, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vota para definir se o caso será ou não federalizado. Caso isso ocorra, a investigação deixará o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Federal terá acesso aos autos processuais.

Monica criticou esta ideia e ainda citou o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), como parte do problema, caso o inquérito seja federalizado. Monica citou um assunto do momento: a suposta informação de que o presidente tenta interferir no trabalho da Polícia Federal. “Nós não queremos que a polícia que Jair Bolsonaro declarou que quer fazer intervenção cuidando de um caso que ele nunca se importou e quando se manifestou foi com desrespeito”, afirmou a viúva de Marielle. Ela foi além e disse que não há razões técnicas para a federalização do caso. Para a Monica, a PF ter acesso ao inquérito representaria prejuízo nas investigações.

Segundo a viúva de Marielle, a família tem acesso às informações porque mantém diálogo com o MP-RJ. Caso o crime seja federalizado, ela teme que isso não aconteça mais. Os assassinatos de Marielle e Anderson seguem sem desfecho até o momento. São dois anos e dois meses desde a morte de ambos.

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