Quase 23 mil Brasileiros que tiveram Covid-19 já estão recuperados

“Taxa de recuperação da Covid-19 é maior no Brasil que Espanha, Itália e EUA”.

“Aproximadamente 23 mil brasileiros (22.991) que tiveram o novo coronavírus já conseguiram se recuperar da doença, segundo o Ministério da Saúde divulgou na segunda-feira (20). Não foi informado o número por estado. A taxa de recuperação da Covid-19 no Brasil, atualmente, é de 56,7%. Até segunda-feira, o país registrava 40.581 casos confirmados de coronavírus. Já o número de mortos por causa da doença chegava a 2.575, e a taxa de letalidade era de 6,3%.

Além disso, de acordo com dados publicados pela Veja, a taxa de pessoas recuperadas da Covid-19 no Brasil é similar à da Suíça (58,5%), e superior a de países como Espanha (39,8%), Itália (23%) e Estados Unidos (8,1%).”

Ouça o Vídeo abaixo:

“Minuto coronavírus: quais são os sintomas da Covid-19”

“Os principais sintomas da Covid-19 incluem tosse, febre e dificuldade para respirar. Mas há ainda os menos frequentes como dor de garganta e coriza e, também, a perda do olfato e do paladar.”

“A anosmia (perda parcial ou total do olfato), que muitas vezes vem acompanhada da ageusia (perda parcial ou total do paladar), foi primeiro percebida em pacientes que testaram positivo para a Covid-19 na Coreia do Sul.”

“O novo coronavírus pode se dissimular no organismo humano e contagiar outras pessoas sem que o infectado saiba que está disseminando o vírus. De acordo com o professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, além de ser mais agressivo que o H1N1, a Covid-19 tem um tempo maior de latência no organismo.

Saldiva está à frente de um grupo da USP que desenvolveu um protocolo para que se coletem tecidos durante a necropsia das vítimas da Covid-19, montando um biobanco que poderá ser compartilhado pelos pesquisadores para estudar a doença e suas manifestações sistêmicas. Ele já atuou em outras pandemias, fazendo a análise de corpos de dezenas de vítimas do H1N1.”

“É possível comparar o novo coronavírus com outros vírus, como o H1N1?

Esse vírus é mais agressivo que o H1N1. A contagiosidade é similar, mas a agressividade dele é um pouco maior. A outra característica que o torna mais letal é que o tempo de latência, entre você estar contaminado e desenvolver doença clínica, também é maior. No H1N1 em no máximo dois dias você estava com febre. Nesse vírus pode ficar até 10 ou 12 dias sem sintomas, enquanto ele vai minando o organismo. Isso significa que a pessoa com o vírus pode estar contaminando outras sem saber.”

“Já dá para entender como o vírus age e se há diferença nos corpos de homens e mulheres?

Fizemos 15 necropsias, mas só temos as análises de dez. Vamos ter a resposta para isso mais à frente. Agora estamos fazendo o PCR (exame molecular) de todos os órgãos para saber para onde o vírus foi. A gente sabe que, além do pulmão, os vírus estão indo para o cérebro, os rins e os testículos. O que sabemos é que é muito rápido e extremamente agressivo, principalmente no sistema respiratório. A maioria estava com as vias sanguíneas que irrigam os pulmões obstruídas por tromboses.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *