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Babosa: saiba como usar a planta em benefício da pele e do cabelo

A conhecida plantinha é hidratante, cicatrizante e anti-inflamatória, além de ser rica em diferentes vitaminas e minerais.

Originária do norte do continente africano, a babosa, também conhecida como “planta da imortalidade” ou Aloe Vera (nome científico), é um dos ingredientes naturais mais populares quando o assunto é cuidar da pele e dos cabelos.

Para quem não sabe, ela é integrante da família das suculentas, e no Brasil pode ser encontrada tanto em seu estado in natura – podendo ser cultivada em casa ou adquirida em lojas de produtos naturais, feiras livres e mercados -, quanto misturada às fórmulas de diferentes cosméticos, como sabonetes, xampus, loções, cremes hidratantes e outros.

O sucesso da planta, como conta a dermatologista Priscila Guedes, não é em vão. Os principais ativos da babosa – que estão presentes no gel produzido por ela, e não na casca – são as vitaminas A, C, E, B1, B2, B3, B6 e B13, além de aminoácidos, manganês, magnésio, cálcio, ferro, zinco e selênio.

Mas o que isso significa?
De maneira prática, usar babosa é apostar todas as fichas em um ativo 100% natural que possui uma coleção de benefícios, seja em prol de uma pele saudável e bem tratada, ou a favor de um cabelo hidratado e brilhante.

Quando o assunto é pele, por exemplo, a planta atua, principalmente, como ingrediente calmante e cicatrizante. É também anti-inflamatória, regeneradora, hidratante e, de quebra, antimicrobiana, prevenindo e combatendo a proliferação de bactérias, vírus e fungos.

Luciana Labouriau, dermatologista da Clínica DrummonDermato, acrescenta a capacidade que a babosa tem de acelerar o processo de recuperação da pele, quando danificada por queimaduras e feridas como picadas de insetos, cortes e arranhões. Se aplicada no rosto, com o auxílio de um algodão, atua ainda como demaquilante, especialmente indicado para peles sensíveis, que tendem à vermelhidão e até rosácea.

Priscila destaca, ainda na temática pele, que a planta, por conta de sua ação antioxidante comprovada, pode ser uma ótima aliada contra o envelhecimento precoce da cútis, além de deixar o rosto sempre hidratado e com viço.

Portanto, cremes e loções à base de babosa e máscaras faciais que possuem o ingrediente em sua composição estão liberados, assim como a própria folha: corte-a ao meio, retirando o gel, e aplique-o na face ou na ferida em questão. Aguarde secar e deixe-o agir por alguns minutinhos, removendo com água corrente.

A babosa é igualmente potente quando usada em benefício dos cabelos. Isso porque ela tem a capacidade de reduzir oleosidade e auxiliar no tratamento de importantes problemas do couro cabeludo, como a dermatite seborreica (vulgo, a caspa), ao passo que age prevenindo e tratando a queda capilar, promovendo hidratação e revitalizando os fios, que ficam visivelmente mais brilhantes.

Assim como acontece com a pele, há mil e uma maneiras de aplicar a babosa nos cabelos. Você pode apostar em xampus e produtos capilares contendo extratos da planta, ou então ministrá-la da forma mais natural possível, como se fosse uma máscara capilar.

Priscila ensina a receita, que pode ser feita quinzenalmente com a finalidade de reconstruir e hidratar os fios: basta bater no liquidificador a polpa de uma folha de babosa junto de 100 mL de água, aplicando a misturinha no comprimento logo após a lavagem habitual dos cabelos, como se fosse um creme de tratamento. Deixe agir por cerca de 20 minutos e lave-os mais uma vez, garantindo que todo o gel da babosa tenha sido removido.

Todo mundo pode usar?
Por mais que não exista nenhuma contraindicação comprovada sobre o uso da babosa de maneira externa, Luciana e Priscila defendem que, antes de sair usando o gel da planta sem moderação alguma, vale consultar seu/sua dermatologista, que poderá avaliar se a plantinha será mesmo benéfica, levando em consideração seu tipo de pele ou cabelo.

De qualquer forma, gestantes, lactantes, pessoas que possuem cistos nos ovários, idosos e crianças devem ficar atentos quanto ao uso da babosa, que pode causar irritação e descamação na pele ou, muitas vezes, provocar alergias.



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