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Neuropatia Doença Silenciosa: Sintomas, Causas e Tratamento


Um pé é amputado a cada 30 segundos no mundo por causa do Diabetes. É essa assustadora estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) para as consequências da Neuropatia Diabética, uma das principais complicações do Diabetes, e decorrente dos níveis persistentemente elevados de glicemia encontrados, principalmente, em pacientes com um controle glicêmico insatisfatório.

Segundo Dr. Rodrigo Moreira, médico endocrinologista, mesmo sendo considerado um problema grave, a Neuropatia Diabética pode ser evitada.

“A medida mais eficaz para evitar essa complicação é um controle glicêmico vigoroso, de forma a manter os níveis de glicemia dentro dos recomendados”, alerta o médico.

Além disso, sabe-se hoje que a manutenção dos níveis de glicose dentro dos limites desejados impede que a doença avance naqueles pacientes que já apresentam sintomas. Outro aspecto importante envolve a prevenção da principal complicação da neuropatia: a amputação dos pés.

A Neuropatia Diabética é uma doença que atinge os nervos periféricos e outros importantes órgãos, como o trato gastrointestinal, levando a diarreia ou constipação intestinal; trato urogenital, sendo uma das causas da disfunção eréctil (impotência) e aparelho cardiovascular, levando a um aumento no risco de infarto, incluindo do chamado “Infarto Silencioso”.

Outras complicações relacionadas aos sintomas da neuropatia diabética incluem diversas doenças psiquiátricas, quadros depressivos e ansiosos.

Sintomas

A Neuropatia Diabética pode se apresentar de muitas formas. Uma das apresentações mais comuns é a Polineuropatia Simétrica, que consiste na existência de uma lesão dos nervos, principalmente nos mais longos, afetando, desta forma, predominantemente, os membros inferiores. Os pacientes inicialmente apresentam os sintomas nos dedos dos pés e, com o tempo e o descontrole do Diabetes, estes sintomas vão progredindo em sentido ascendente.

Dr. Rodrigo Moreira informa que os sintomas mais comuns são a parestesia (termo médico utilizado para dormência ou formigamento) e a hipoestesia (termo técnico utilizado para perda de sensibilidade). Neste caso propriamente dito, o paciente começa a apresentar uma alteração dos diferentes tipos de sensibilidade, como a sensibilidade dolorosa (não sente dor), térmica (não sente temperatura e não consegue discriminar entre quente e frio) e táctil (não consegue sentir o contato de objetos com sua pele). Com o tempo, evolui com anestesia (perda completa de sensibilidade nos membros inferiores). Além disso, estes pacientes podem também apresentar um outro sintoma devastador: a chamada dor neuropática.

“A dor neuropática é considerada um dos piores sintomas da Neuropatia Diabética. O paciente se queixa de dor, normalmente de forte intensidade, localizada principalmente nos pés, que piora a noite. Essa dor pode se apresentar de diversas formas: queimação (“pé pegando fogo”), congelando (“parece que o pé está congelando”), “tomando choques” ou “tomando facadas”. A dor normalmente é tão forte que compromete o sono do paciente e leva a uma piora significativa da qualidade de vida”, explica ele.

O pé diabético

“O paciente com diabetes, principalmente aquele com neuropatia, deve cuidar de seus pés da mesma maneira que cuida do seu rosto. O exame cuidadoso dos pés, tanto pelo paciente como pelo seu médico, é uma das maneiras mais importantes de evitar lesões nos pés”, adverte Dr. Rodrigo Moreira.

O exame do pés deve ser um hábito para o paciente diabético, principalmente para aqueles que sofrem de Neuropatia Diabética. Esta vigilância é necessária porque, não raro, surgem problemas, mesmo sem ele sentir dor. Assim, a inspeção será baseada na procura de úlceras, calos ou qualquer outro problema visível. É importante consultar o médico caso haja qualquer preocupação a esse respeito.

Diagnóstico

O diagnóstico da polineuropatia simétrica, causada pelo Diabetes, é eminentemente clínico, baseado numa história clínica e no exame físico do paciente pelo médico. No exame clínico, o exame dos pés é parte indispensável em uma consulta endocrinológica e deve ser realizado conforme recomendações técnicas específicas.

“Existem também alguns exames que podem ajudar no diagnóstico da Neuropatia Diabética, como a eletroneuromiografia e a biópsia. Mas estes exames são normalmente reservados para as situações onde o diagnóstico ainda é controverso e normalmente são solicitados por um especialista”, informa Dr. Rodrigo Moreira.

Tratamento

No caso da dor neuropática, existem diversas classes de medicamentos que podem ser utilizados: alguns anti-depressivos, anti-convulsivantes e analgésicos já se mostraram particularmente efetivos nestes pacientes. Entretanto, estes medicamentos aliviam apenas a dor, não atuando na fisiopatologia da doença. O ácido tióctico é hoje um dos medicamentos com comprovada eficácia no tratamento da causa da Neuropatia Diabética, além de ter um excelente perfil de segurança. Além disso, o ácido tióctico também pode ser comprovadamente utilizado para o tratamento da dor neuropática, tanto em pacientes sem outra droga como em pacientes que já usam outras medicações.

Açafrão, uma especiaria muito popular da cozinha mediterrânea e asiática, é obtido a partir de uma planta chamada Crocus sativus. Os estigmas da planta são escolhidos a dedo de suas flores, os quais são dessecados ou desidratados para produzir o açafrão que utilizamos na culinária ou como suplemento. Aproximadamente, 75.000 flores rendem cerca de meio kg desta especiaria. Esta é a razão pela qual esta especiaria é tão cara.

Evidências antropológicas das culturas Egípcia e Grega mostram que o açafrão era usado como remédio, como tempero, e como aditivo de cor em alimentos. Porém, até agora, os estudos científicos foram realizados principalmente em animais e culturas celulares. Sendo assim, é preciso obter aprovação da comunidade científica para que o açafrão seja considerado como um suplemento coadjuvante para o tratamento de várias condições médicas onde tem-se percebido seus benefícios.

Entre os benefícios do açafrão, está a propriedade de melhorar os sintomas associados à depressão leve e moderada e reduzir a manifestação dos sintomas da doença de Alzheimer. Também pode estimular o sistema imunológico em pacientes com asma e alergias. As mulheres podem usar o açafrão para aliviar a tensão pré-menstrual (TPM) e os homens para evitar a disfunção erétil.

Os resultados mais animadores são derivados de estudos que indicam que o açafrão possui a capacidade de reduzir a pressão arterial e a glicemia em diabéticos, melhorando a captação e utilização da glicose pelos músculos.

O efeito hipoglicemiante foi relatado em 2011 em uma Revista científica de Plantas Medicinais, a partir de um estudo conduzido em um instituto em Karaj, Iran. Este estudo mostrou uma significativa redução do açúcar no sangue em ratos com diabetes induzida. O açafrão, fornecido em doses de 125 mg / kg de peso corporal, reduziu a glicose no sangue e os níveis de HbA1c. Além disso, outros estudos científicos demonstraram que o extrato de açafrão pode aliviar a neuropatia diabética, complicação do sistema nervoso periférico, comum do diabetes. Ainda, o açafrão contém compostos antioxidantes potentes que podem evitar vários problemas de saúde desencadeados por danos celulares causados pelos radicais livres.

É importante ressaltar que o uso do açafrão como um agente coadjuvante para o tratamento dessas doenças mencionadas acima, deve ser consultado com o seu médico, uma vez que o açafrão pode interagir com outros medicamentos prescritos. Por exemplo, o açafrão não deve ser utilizado em casos de alergias, cirrose do fígado, em indivíduos com hiperinsulinismo, em mulheres grávidas, com hipoglicemia, e em pessoas que tenham problemas de sangramento, por qualquer motivo. Em todos estes casos, a administração de açafrão pode resultar em complicações negativas adicionais para o paciente.

Normalmente, a dose diária recomendada é de 30 mg de extrato de açafrão. Esta dose pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e a forma de administração, se líquido ou cápsulas, além do critério médico. Finalmente, não tente economizar dinheiro comprando produtos de açafrão muito baratos, pois muitas vezes, aqueles menos caros foram diluídos com outras especiarias e, portanto, suas qualidades e eficácia estão comprometidas.

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NOTA: O conteúdo não se destina a ser um substituto para consulta com médico profissional, diagnóstico ou tratamento. É importante sempre procurar o conselho médico para todas as perguntas a respeito de uma condição médica ou mudanças em seu tratamento.



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