Cleo Pires: ‘Eu já me apaixonei por mulheres’

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No ar em Haja Coração com a personagem Tamara e prestes a estrear em SuperMax, como Sabrina, ambas da Globo, Cleo Pires está cada vez mais segura de suas escolhas na vida e na carreira. Solteira por opção, ela não depende do outro para ser feliz e diz em entrevista à revista Canal Extra que, por ora, não há espaço para uma relação a dois.

“Acho gostoso conhecer a pessoa a fundo, seus defeitos, qualidades… Sou muito romântica, mas para chegar nesse ponto tem que valer a pena num nível que eu não sei se chega. A minha vida sozinha, com meu espaço, minhas descobertas de pessoas e de situações, está sendo tão enriquecedora… Para me convencer a ter uma nova aventura a dois, a pessoa vai precisar rebolar”.

Cleo não vê vantagem em se amarrar.

“Tenho que ter espaço para as minhas loucuras e fantasias. Gosto de estar junto, de trocar, mas não curto gente se posicionando de forma incisiva na minha vida”.

Na entrevista, Cleo revelou algumas de suas intimidades, sem se preocupar com julgamentos. Uma deles sobre rumores de que estaria tendo um caso com sua assessora de imprensa, Piny Montoro.

“Com as poucas amigas que eu tive, isso aconteceu. Com a Roberta (da escola), todo mundo dizia que a gente tinha um caso, e com a Ildi (Silva) também. Isso não me abala. Minha relação com Piny é um casamento sem sexo”.

A atriz não descartou a possibilidade de se relacionar com mulheres.

“Tudo é possível. Eu já me apaixonei por mulheres, não sexualmente, mas de amizade, admiração, amar ter aquela pessoa ao meu lado. Mas tudo pode acontecer”.

Segura de si e nada frágil, Cleo destacou que atitude é o seu forte.

“Minha maior inimiga sempre fui eu. Não deixava coisas importantes florescerem por medo do julgamento do outro, de me sentir violentada emocionalmente por ser sensível. Agora estou em paz comigo. Quando coloco a cabeça no travesseiro, eu sei o que quero, e não interessa o que as pessoas pensam”.

Sempre com uma imagem muito sexual, Cleo destacou que ser taxada como símbolo não a agrada.

“No início, me incomodou porque eu era muito livre e usava minhas energias como bem entendia. E aí começaram a me rotular. Eu falava: ‘não é só isso, é muito além’. Mas depois comecei a ver que eu estava dando murro em ponta de faca. Eu sei que sou um monte de outras coisas e as pessoas que me interessam também”.

Contudo, ela reconhece seu sex-appeal é lida bem com a sexualidade.

“Eu sempre fui sexual. Se as pessoas não transassem, não estaríamos aqui. Ou você aprecia, curte e brinca com isso, ou ela pode te dominar porque é uma energia muito forte. Eu estou sempre em contato com ela, não é um tabu para mim”.

A atriz comentou ainda sobre sua infância e reconhece que passava dos limites.

“Eu era solta demais, morava com a minha avó no Recreio (bairro da Zona Oeste carioca), minha mãe trabalhava muito. Apanhei de leve, uns tapinhas de amor, de educação, porque eu falava loucuras para minha mãe, palavrões horríveis. Eu era uma criança sem nenhum tipo de rédea. Quando minha mãe se casou com meu pai, Orlando (Morais), eles me levaram para a vida urbana, em Ipanema (bairro nobre da Zona Sul carioca). Eu toquei o terror, mas fui acalmando com o tempo”.

A adolescência também teve seus “poréns”.

“Eu entrei numa depressão forte aos 12 anos. Comecei a gostar muito de um lado ‘dark’ da vida, eu via beleza nisso. Essa transição é difícil para todo mundo. Tive uns momentos de muita confusão mental, e acho que culminou com aquele boato (de que Gloria teria pego Cleo com o padrasto Orlando Morais na cama, em 1998). Aí a gente se mudou para Los Angeles, eu fiquei sozinha e foi bom. Ler me ajudou muito”.

Intensidade, ela disse à Canal Extra, é uma de suas características.

“Essa tendência ao tudo ou nada eu tenho bastante. Vou sem filtro, sem medir as consequências, mas comecei cedo na vida e acho que aprendi a dosar. Hoje, uso a minha intensidade a meu favor”.

Cleo destacou que não é de fazer loucuras.

“Não dou vexame. Eu curto, bebo, brinco, danço, dou cambalhota, faço de tudo, mas sei o que estou fazendo. Não fico dando uma de louca por aí não”.

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