Antes de Morrer, Luana Avisou a Mãe: “você vai…

moça
Luana ligou para mãe dela na quarta-feira (24)
Corpo chegou no começo da tarde ao local do velório.

A última conversa que teve com a filha foi por telefone. Do outro lado da linha, aos prantos, Luana de Campos Grecco, 22 anos, dizia: “Mãe, você vai perder uma filha, mãe. Eu estou com muito medo de voltar para casa”.
O corpo da moça foi encontrado na noite de quarta-feira (31), com marcas de espancamento. Suspeito, o marido dela, Gelvio Nascimento Rosseto, 26 anos, foi preso suspeito de tê-la matado.
Quem conta a história do telefonema é a dona de casa Rosemeire Vaz de Campos, 49 anos, durante o velório da filha, que ocorre no Memorial Park, em Campo Grande, onde o corpo deve ser sepultado entre 17h30 e 18 horas desta quinta-feira (1). O corpo chegou ao local pouco antes das 15h. Amigos e familiares demonstraram total desespero.
Segundo lembra dona Rosemeire, a ligação ocorreu na quarta-feira da semana passada (24) e a mãe orientou a jovem a não ir para a casa dela, onde morava com Gelvio, que é lavador de carros. “Aconselhei que fosse para casa do pai dela, com quem morava antes de resolver morar com esse rapaz”, disse. A conversa foi tensa e ocorreu enquanto Luana voltava do trabalho.
Rosemeire Campos também contou que o companheiro da filha tinha “problemas com entorpecente” e que desde os 15 anos ela tinha envolvimento com ele. “Ela se queixava pouco sobre brigas e agressões, mas tinha muito medo do rapaz”, contou, acrescentando que em um dado momento a menina chegou a ficar dois anos sem envolvimento com ele, mas depois reataram e começaram a morar juntos por aproximadamente um ano e meio.
Aos olhos da mãe, Luana era muito trabalhadora. “Trabalhava desde os 13 anos, o primeiro trabalho foi como faxineira. Sempre foi muito esforçada”, contou.
O caso – A família desconfiou, pois após a ligação, ninguém mais viu Luana. Então, uma amiga próxima ajudou, foi até a casa de Luana, no Bairro Santa Luzia, para saber o que tinha ocorrido, pois sabia de um “macete” para destrancar o portão e conseguiu entrar, encontrando o corpo da amiga.
Segundo a Polícia Civil, Gelvio Rosseto é suspeito de ter espancada a companheira, ele passagens pela polícia por pertubação de sossego, direção perigosa, usar droga para consumo, tráfico de drogas, desacato e violência doméstica.
No dia 22 de maio deste ano, Luana acionou a Polícia Militar depois de ter sido agredida pelo rapaz. Ela relatou ainda que Gilvan havia vendido vários móveis de casa. Ela foi orientada pelos militares a procurar a Casa da Mulher Brasileira.
Em 10 anos, o número de registros de homicídio por arma de fogo teve queda de 8,8% em Mato Grosso do Sul. Em 2004 foram registrados 387 casos, quando ocupava a 7ª posição entre os Estados, enquanto que em 2014, foram registrados 353 casos, o que levou Mato Grosso do Sul a ocupar a 23ª posição. Além disso, 94,6% dos homicídios registrados em 2014, em Mato Grosso do Sul, tiveram homens como vítimas e que a idade estava entre 15 e 29 anos. Em Campo Grande, a redução foi de 26,2%, saindo de 149 em 2004 para 110 em 2014, passando da 18ª posição entre as capitais, para 24ª em 2014. Os números constam no Mapa da Violência 2016 – Homicídios por Armas de Fogo no Brasil.
Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, a redução no número de casos de homicídios por arma de fogo pode ser explicado pela atuação integrada das polícias em Mato Grosso do Sul. “Este é um grande ponto positivo, além de termos também um índice de resolução de crimes, considerado alto. Quando temos a identificação dos autores e punição deles conseguimos inibir as ocorrências de homicídios”, disse o secretário. No caso dos crimes de homicídio, segundo o secretário a resolução dos casos de homicídios supera os 70%.
Publicado pela primeira vez em 2005, o levantamento foi coordenado pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisa da Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais). A fonte básica dos dados é o Subsistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS), cujos dados são divulgados anualmente desde 1979.

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