Nasa Vigia Asteroide que pode Atingir a Terra bem mais Forte do que Bomba de Hiroshima

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Lembra do meteoro que explodiu na Rússia, em 2013, com uma potência de um milhão de toneladas, 30 vezes maior do que a bomba de Hiroshima, mas que não causou grandes danos porque se desintegrou ainda no ar? Então agora pense que estamos sob a ameaça de um quatro a cinco vezes maior.

Esse é Bennu, um asteroide descoberto em 1999, que se aproxima da Terra por volta do ano de 2135 e tem grandes potenciais de ocasionar diversas colisões nos anos seguintes, diz relatório da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos). Ele tem cerca de 500 metros de diâmetro e gira em torno do Sol a uma velocidade de 100 mil quilômetros por hora e pode causar sérios danos ao planeta Terra.

Asteroide vai atingir a Terra?

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A órbita de Bennu coincide com a da Terra a cada 6 anos, o que, segundo os cálculos da Nasa, deve fazer o asteroide atingir o nosso planeta entre os anos de 2175 e 2196.

A chance é de 1 em 2700, porque a trajetória dele no futuro pode ser alterada por causa da força da gravidade e as forças térmicas (de calor).

Para se preparar para o evento, a agência enviará uma nave espacial o quanto antes, já em setembro de 2016, a Osiris-Rex, que vai coletar uma amostra do asteroide para realizar estudos que devem revelar mais dados da possível colisão com a Terra.

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Além disso, a amostra pode ainda ajudar a conseguir prever com mais precisão o real perigo de impacto de outros asteroides com a Terra e descobrir mais sobre a origem do Sistema Solar e da vida, explica Dante Lauretta, um dos principais investigadores da missão da Nasa.

“Os asteroides têm registrado as primeiras fases do Sistema Solar. Então, é realmente uma cápsula do tempo desde da história do nosso Sistema Solar”, conta ele. “A amostra pode potencialmente conter respostas para uma das perguntas fundamentais que os seres humanos fazem: de onde viemos, qual a nossa origem?”, completa.

A nave enviada pela Nasa chega em Bennu em 2018, recolhe uma amostra do asteroide e retorna, com previsão de chegada em 2023, com o que acredita que será, provavelmente, a maior amostra desde as missões Apollo, que levou o homem à Lua.

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